Apresentação ao Governo do Estado do Amazonas

Frio
a Bordo


Energia limpa a bordo para conservar o pescado desde a captura.

Bioeconomia e pesca artesanal Plano Nacional da Pesca Artesanal 2025–2035 Julho de 2026

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Quem depende do peixe

Cada pescador é uma família.

No Amazonas, 1 em cada 8 pessoas depende da pesca artesanal.

Estimativa aritmética a partir do tamanho médio do domicílio, não contagem — e superestima, porque cerca de metade dos registrados são mulheres e é comum casal registrado no mesmo domicílio. Painel Unificado do RGP/MPA, consultado em 30/jul/2026 · IBGE, Censo 2022.

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O problema está no rio

Metade do que se pesca pode se perder por falta de frio

Sem energia a bordo, o pescador depende de gelo comprado longe, que derrete na viagem de dias pelos rios. O peixe do primeiro dia chega deteriorado — ou é descartado.

3 t de gelo comprado
1 t de pescado aproveitada

Proporção ilustrativa a partir de relatos de comunidade; não é medição.

40–50% de perda pós-captura em pescarias tropicais referência FAO, não medição local
5 h de barco até Manaus só para comprar gelo relato de comunidade do Rio Negro
R$ 800–1.200 perdidos por viagem “em branco” gelo e combustível já pagos

Fontes: FAO (perdas pós-captura em pescarias tropicais); Agência Brasil / FAS sobre comunidades ribeirinhas do Amazonas, 2026.

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A solução

O barco já tem quase tudo.
Falta a energia.

Os freezers já estão a bordo e o teto é superfície plana pronta para painéis. Falta a energia que liga tudo — e é aí que o programa entra: uma unidade portátil, silenciosa e sem combustível, que deixa o barco autossuficiente para o freezer, a iluminação noturna e as cargas menores.

6 kWpotência
4,5–15 kWhenergia, expansível
Sol + rederecarga

Equipamento desta classe já existe no mercado · aquisição por processo aberto

Barco regional amazônico atracado, com teto plano de madeira apoiado em postes e dois freezers do tipo baú sobre o convés Teto plano — superfície pronta para os painéis Freezers já a bordo Falta só a energia

Fotografia de campo — embarcação de pesca artesanal em operação. Acervo do projeto.

Ilustração do conceito: três painéis solares deitados sobre o teto do barco alimentam uma unidade de energia no convés, que por sua vez alimenta os dois freezers já existentes painéis freezers unidade de energia

Prova de conceito — no próprio Amazonas

Não é teoria. Já funciona aqui.

Em Iranduba, o Gelo Caboclo levou refrigeração solar com baterias de lítio a uma comunidade ribeirinha — R$ 1,5 milhão, atendendo 70% da demanda dos pescadores, pelo mecanismo PPBio/SUFRAMA. O Frio a Bordo é a próxima geração do mesmo caminho.

Comparação com o mesmo barco nos dois lados: à esquerda o painel solar está no telhado da casa e o gelo é carregado para bordo; à direita os painéis estão no teto do próprio barco, alimentando a unidade de energia e os freezers hoje: o gelo fica na comunidade Frio a Bordo: o frio acompanha o pescador
Ilustração conceitual — assets/fotos/IMG-11

Ilustração conceitual — não é registro fotográfico.

Fonte: Agência Brasil / FAS (Fundação Amazônia Sustentável), Gelo Caboclo — Iranduba/AM, 2026.

O alcance territorial

Não é um projeto
de Manaus.
É do estado inteiro.

62
municípios — todos eles

A pesca artesanal no Amazonas se espalha por quatro grandes bacias — Solimões, Negro, Madeira e Purus. Do Baixo Amazonas em Parintins ao Purus em Lábrea, do Alto Solimões em Tabatinga ao Rio Negro em Barcelos: é o mesmo problema em todas.

O Amazonas é o 3º maior da Amazônia Legal em número de pescadores registrados.

Alvarães Amaturá Anamã Anori Apuí Atalaia do Norte Autazes Barcelos Barreirinha Benjamin Constant Beruri Boa Vista do Ramos Boca do Acre Borba Caapiranga Canutama Carauari Careiro Careiro da Várzea Coari Codajás Eirunepé Envira Fonte Boa Guajará Humaitá Ipixuna Iranduba Itacoatiara Itamarati Itapiranga Japurá Juruá Jutaí Lábrea Manacapuru Manaquiri Manaus Manicoré Maraã Maués Nhamundá Nova Olinda do Norte Novo Airão Novo Aripuanã Parintins Pauini Presidente Figueiredo Rio Preto da Eva Santa Isabel do Rio Negro Santo Antônio do Içá São Gabriel da Cachoeira São Paulo de Olivença São Sebastião do Uatumã Silves Tabatinga Tapauá Tefé Tonantins Uarini Urucará Urucurituba
Iranduba — onde o piloto já rodou Manaus — capital e principal mercado

Malha municipal oficial: IBGE, 2024.

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O que o Amazonas ganha

A mesma unidade rende duas vezes

1 unidadede energia embarcada
no rio

Mais renda pescando menos

Reduzir a perda aumenta a renda sem aumentar a captura — alívio sobre o estoque, não pressão. Acopla-se ao pirarucu manejado e ao defeso.

no Polo

Montagem no PIM

Pela Zona Franca e pelo PPBio, a unidade pode ser montada em Manaus. Um programa social vira cadeia industrial e valor retido no estado.

E o frio vem do sol, não do gelo trazido a diesel de Manaus — o eixo que abre o financiamento verde e conecta o pescador à agenda de bioeconomia.

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O que o Amazonas passa a ter

A primeira política de frio embarcado do Brasil

1º

Pioneirismo

Nenhum outro estado da Amazônia Legal tem política de conservação embarcada. O Amazonas define o padrão que os outros copiam.

62

Municípios alcançados

Cerca de 538 mil pessoas na cadeia do pescado — alcance publicável desde o primeiro ano.

3

Indicadores públicos

Toneladas conservadas, perda evitada e renda — medidos por comunidade e por safra. Um programa que presta contas em número.

A pauta casa com a agenda climática e de bioeconomia que o estado já lidera — e dá a ela um resultado concreto, medido em peixe conservado e renda de família ribeirinha.

Pioneirismo apurado em levantamento das políticas estaduais de pesca artesanal da Amazônia Legal, julho de 2026.

Onde o Governo entra

O Estado encabeça; os recursos vêm de fora do caixa

contratável PPBio / SUFRAMA + Zona Francaequipamento e montagem no PIM
já existe AFEAM · FNO / Banco da Amazôniacrédito ao pescador
a validar Fundo Clima · Fundo Amazôniachamada pública
Frio a Bordoprograma estadual · coordenação SEPA/SEPROR
~538 milpessoas em 62 municípios

Execução com quem já entrega: IDAM na assistência técnica, RGP e crédito no interior · ADS na comercialização · FAS / Idesam em campo. Cadastro e resultados com transparência pública e conformidade LGPD. Sem desembolso direto do orçamento corrente.

O primeiro movimento

Assumir o Frio a Bordo como programa estadual e instalar o Grupo de Trabalho (SEPA + parceiros) com piloto em 2–3 comunidades nos primeiros 90 dias.

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Notas —

Atalhos

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Frio a Bordo · Amazonas
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A seguir
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