Apresentação ao Governo do Estado do Amazonas
Energia limpa para conservar o pescado desde a captura — inovação amazônica a serviço das famílias ribeirinhas.
Programa de bioeconomia e pesca artesanal · alinhado ao Plano Nacional da Pesca Artesanal 2025–2035 · Julho de 2026
O que está em jogo
No Amazonas, quando o pescado se perde no caminho, é a mesa e o sustento da família ribeirinha que se perdem junto.
O problema está no rio
Sem energia a bordo, o pescador depende de gelo comprado longe, que derrete na viagem de dias pelos rios. O peixe do primeiro dia chega deteriorado — ou é descartado.
Fontes: FAO (perdas pós-captura em pescarias tropicais); reportagens Agência Brasil / FAS sobre comunidades ribeirinhas do Amazonas, 2026.
A solução
Uma unidade de energia portátil, silenciosa e sem combustível, recarregada por sol ou rede, que mantém o pescado refrigerado desde a captura — não só quando chega em terra. Menos perda, mais renda, mais qualidade.
O Estado articula e induz — não financia do próprio caixa
Prova de conceito — no próprio Amazonas
Em Iranduba, o projeto “Gelo Caboclo” levou refrigeração solar com baterias de lítio a uma comunidade ribeirinha — R$ 1,5 milhão, atendendo 70% da demanda dos pescadores, pelo mecanismo PPBio/SUFRAMA. Frio a Bordo é a próxima geração: do gelo fixo na comunidade para o frio embarcado, que acompanha o pescador rio adentro.
energia limpa, sem combustível — já validada no AM
da demanda dos pescadores atendida no piloto de Iranduba
mecanismo SUFRAMA que financiou a inovação — replicável
Fonte: Agência Brasil / FAS (Fundação Amazônia Sustentável), Gelo Caboclo — Iranduba/AM, 2026.
O alcance — em pessoas
toda a cadeia do pescado — feiras, transporte, comércio e o abastecimento alimentar das cidades ribeirinhas.
o AM é o maior consumidor de pescado do país (>40 kg/hab/ano, 4× a média nacional). Peixe é a proteína do amazonense.
Fontes: Painel RGP/MPA (143–147 mil pescadores no AM); IBGE Censo 2022 (pop. 3,94 mi; 3,64 pessoas/domicílio); MPA/POF-IBGE (consumo). Estimativa de alcance a partir do tamanho médio do domicílio.
Capilaridade
Parintins · Itacoatiara · Manacapuru · Iranduba · Coari
Tefé · Alvarães · Tabatinga · Fonte Boa
Manaus · Barcelos · Novo Aripuanã · Lábrea
Inovação e indústria amazônica
A solução nasce de uma empresa da própria região, concebida para a realidade ecológica amazônica. Pela Zona Franca / SUFRAMA e pelo PPBio, a unidade pode ser montada no Polo Industrial de Manaus — transformando um programa social em cadeia industrial, emprego e retenção de valor no estado.
unidades em operação com pescadores — resultado rápido, baixo risco.
produção local via PPBio/SUFRAMA — emprego e PD&I no Amazonas.
tecnologia de referência; aquisição por credenciamento/processo legal — sem fornecedor único.
Meio ambiente
o frio vem do sol e da bateria — substitui o gelo trazido a diesel de Manaus. Menos emissão, menos ruído no rio.
reduzir a perda de 40–50% significa mais renda pescando menos — menos pressão sobre o estoque.
acopla-se à cadeia do pirarucu manejado (vitrine de pesca sustentável do AM) e ao período do defeso.
É o encaixe perfeito entre política social do pescador e agenda climática amazônica — o eixo que abre o financiamento verde.
Como se paga — sem pesar no Tesouro estadual
PPBio / SUFRAMA + incentivos da Zona Franca — mesmo mecanismo que viabilizou o Gelo Caboclo. (não reembolsável / incentivo fiscal)
AFEAM (R$ 10 mi já contratados para o setor) e FNO/Banco da Amazônia — linha de pesca artesanal. (crédito)
Fundo Clima (transição energética) e Fundo Amazônia (bioeconomia) — via chamada pública. (não reembolsável, a validar)
articulação política + ATER (IDAM) + comercialização (ADS). Sem desembolso direto do orçamento corrente.
Governança e transparência
dono da política (evolução do Atualiza Pescador)
ATER, regularização de RGP e projeto de crédito no interior
comercialização — leva o pescado de mais qualidade ao mercado
execução em campo e credibilidade socioambiental
Cadastro e resultados com transparência pública e conformidade LGPD — quem recebe, onde, e o impacto medido.
O papel do Governo do Amazonas
Articular os recursos federais (MPA/PNAP, Fundo Clima, FNO) e a agenda amazônica de bioeconomia.
Viabilizar crédito ao pescador (AFEAM) e assistência técnica (IDAM).
Atrair a montagem para o Polo Industrial (SUFRAMA/PPBio) — emprego no Amazonas.
Instalar um Grupo de Trabalho (SEPA + parceiros) e um piloto em 2–3 comunidades nos próximos 90 dias — com metas de perda evitada e renda medidas.
Fontes: Painel RGP/MPA; IBGE Censo 2022; FAO (perdas pós-captura); Agência Brasil/FAS (Gelo Caboclo, Iranduba/AM); SEPA-AM / SUFRAMA-PPBio / AFEAM / Banco da Amazônia-FNO. Números de alcance são estimativas a partir de dados oficiais; rotas de financiamento sujeitas aos critérios de cada instrumento. Tecnologia de referência de origem amazônica; aquisição por processo aberto.