Frio a Bordo · Amazonas

Apresentação ao Governo do Estado do Amazonas

Frio a Bordo


Energia limpa para conservar o pescado desde a captura — inovação amazônica a serviço das famílias ribeirinhas.

Programa de bioeconomia e pesca artesanal · alinhado ao Plano Nacional da Pesca Artesanal 2025–2035 · Julho de 2026

O que está em jogo

Cada pescador é uma família.
O peixe é o alimento e a renda dela.

No Amazonas, quando o pescado se perde no caminho, é a mesa e o sustento da família ribeirinha que se perdem junto.

O problema está no rio

Metade do que se pesca pode se perder por falta de frio

Sem energia a bordo, o pescador depende de gelo comprado longe, que derrete na viagem de dias pelos rios. O peixe do primeiro dia chega deteriorado — ou é descartado.

40–50%
de perda pós-captura na pesca tropical (referência FAO)
5 h
de barco até Manaus só para comprar gelo (comunidade do Rio Negro)
3 t → 1 t
de gelo comprado para aproveitar 1 tonelada (o resto derrete no trajeto)
R$ 800–1.200
perdidos por viagem "em branco" (gelo + combustível já pagos)

Fontes: FAO (perdas pós-captura em pescarias tropicais); reportagens Agência Brasil / FAS sobre comunidades ribeirinhas do Amazonas, 2026.

A solução

Frio a bordo, do peixe fresco à colônia

Uma unidade de energia portátil, silenciosa e sem combustível, recarregada por sol ou rede, que mantém o pescado refrigerado desde a captura — não só quando chega em terra. Menos perda, mais renda, mais qualidade.

6 kWpotência
4,5–15 kWhenergia (expansível)
Sol + rederecarga

O Estado articula e induz — não financia do próprio caixa

Unidade de energia portátil
Tecnologia de referência — inovação de origem amazônica

Prova de conceito — no próprio Amazonas

Não é teoria. Já existe aqui.

Em Iranduba, o projeto “Gelo Caboclo” levou refrigeração solar com baterias de lítio a uma comunidade ribeirinha — R$ 1,5 milhão, atendendo 70% da demanda dos pescadores, pelo mecanismo PPBio/SUFRAMA. Frio a Bordo é a próxima geração: do gelo fixo na comunidade para o frio embarcado, que acompanha o pescador rio adentro.

Solar + lítio

energia limpa, sem combustível — já validada no AM

70%

da demanda dos pescadores atendida no piloto de Iranduba

PPBio

mecanismo SUFRAMA que financiou a inovação — replicável

Fonte: Agência Brasil / FAS (Fundação Amazônia Sustentável), Gelo Caboclo — Iranduba/AM, 2026.

O alcance — em pessoas

Uma política que chega a 1 em cada 8 amazonenses

~145 mil
pescadores registrados no AM (3º da Amazônia Legal)
× 3,64
pessoas por domicílio — a maior média do Brasil (IBGE)
~530 mil
pessoas beneficiadas diretamente
12–14%
da população do Amazonas
Beneficiários indiretos

toda a cadeia do pescado — feiras, transporte, comércio e o abastecimento alimentar das cidades ribeirinhas.

Segurança alimentar

o AM é o maior consumidor de pescado do país (>40 kg/hab/ano, 4× a média nacional). Peixe é a proteína do amazonense.

Fontes: Painel RGP/MPA (143–147 mil pescadores no AM); IBGE Censo 2022 (pop. 3,94 mi; 3,64 pessoas/domicílio); MPA/POF-IBGE (consumo). Estimativa de alcance a partir do tamanho médio do domicílio.

Capilaridade

Do Solimões ao Juruá — o estado inteiro

Baixo Amazonas / Solimões

Parintins · Itacoatiara · Manacapuru · Iranduba · Coari

Alto Solimões

Tefé · Alvarães · Tabatinga · Fonte Boa

Rio Negro / Madeira / Purus

Manaus · Barcelos · Novo Aripuanã · Lábrea

62 municípios
4 grandes bacias
maior da Amazônia Legal em pescadores

Inovação e indústria amazônica

Tecnologia pensada para a Amazônia — e montada nela

A solução nasce de uma empresa da própria região, concebida para a realidade ecológica amazônica. Pela Zona Franca / SUFRAMA e pelo PPBio, a unidade pode ser montada no Polo Industrial de Manaus — transformando um programa social em cadeia industrial, emprego e retenção de valor no estado.

Fase 1

Distribuir

unidades em operação com pescadores — resultado rápido, baixo risco.

Fase 2

Montar no PIM

produção local via PPBio/SUFRAMA — emprego e PD&I no Amazonas.

Fornecimento

Processo aberto

tecnologia de referência; aquisição por credenciamento/processo legal — sem fornecedor único.

Meio ambiente

Renda que protege o rio

Energia limpa

o frio vem do sol e da bateria — substitui o gelo trazido a diesel de Manaus. Menos emissão, menos ruído no rio.

Menos desperdício

reduzir a perda de 40–50% significa mais renda pescando menos — menos pressão sobre o estoque.

Bioeconomia

acopla-se à cadeia do pirarucu manejado (vitrine de pesca sustentável do AM) e ao período do defeso.

É o encaixe perfeito entre política social do pescador e agenda climática amazônica — o eixo que abre o financiamento verde.

Como se paga — sem pesar no Tesouro estadual

O Estado articula; os recursos vêm de fora do caixa

Equipamento e indústria

PPBio / SUFRAMA + incentivos da Zona Franca — mesmo mecanismo que viabilizou o Gelo Caboclo. (não reembolsável / incentivo fiscal)

Crédito ao pescador

AFEAM (R$ 10 mi já contratados para o setor) e FNO/Banco da Amazônia — linha de pesca artesanal. (crédito)

Doação / clima

Fundo Clima (transição energética) e Fundo Amazônia (bioeconomia) — via chamada pública. (não reembolsável, a validar)

Contrapartida do Estado

articulação política + ATER (IDAM) + comercialização (ADS). Sem desembolso direto do orçamento corrente.

Governança e transparência

Papéis claros, execução com quem já entrega

SEPA / SEPROR

dono da política (evolução do Atualiza Pescador)

IDAM

ATER, regularização de RGP e projeto de crédito no interior

ADS

comercialização — leva o pescado de mais qualidade ao mercado

FAS / Idesam

execução em campo e credibilidade socioambiental

Cadastro e resultados com transparência pública e conformidade LGPD — quem recebe, onde, e o impacto medido.

O papel do Governo do Amazonas

Articular, viabilizar, atrair

Articular os recursos federais (MPA/PNAP, Fundo Clima, FNO) e a agenda amazônica de bioeconomia.

Viabilizar crédito ao pescador (AFEAM) e assistência técnica (IDAM).

Atrair a montagem para o Polo Industrial (SUFRAMA/PPBio) — emprego no Amazonas.

O primeiro passo

Instalar um Grupo de Trabalho (SEPA + parceiros) e um piloto em 2–3 comunidades nos próximos 90 dias — com metas de perda evitada e renda medidas.

Frio para o peixe é renda, alimento e futuro para as famílias do Amazonas.

~530 mil
pessoas beneficiadas
12–14%
da população do estado
Indústria
emprego e inovação no AM

Fontes: Painel RGP/MPA; IBGE Censo 2022; FAO (perdas pós-captura); Agência Brasil/FAS (Gelo Caboclo, Iranduba/AM); SEPA-AM / SUFRAMA-PPBio / AFEAM / Banco da Amazônia-FNO. Números de alcance são estimativas a partir de dados oficiais; rotas de financiamento sujeitas aos critérios de cada instrumento. Tecnologia de referência de origem amazônica; aquisição por processo aberto.